A queda de arrecadação experimentada pelo Governo brasileiro nos últimos anos tem motivado a Receita Federal a aumentar a abrangência das fiscalizações, e com um novo mecanismo para fiscalizar as movimentações financeiras dos contribuintes – válido desde 1º de dezembro de 2015 – será mais fácil coibir a sonegação no Brasil e proporcionar ao Leão o aumento na arrecadação. Até então, apenas as instituições financeiras eram obrigadas a fornecer dados sobre as movimentações dos correntistas, mas a partir da nova modalidade de declaração – denominada e-Financeira, também as entidades supervisionadas pelo Bacen-Banco Central, pela CVM-Comissão de Valores Mobiliários, pela Susep-Superitendência de Seguros Privados, e pela Previc-Superintendência Nacional de Previdência Complementar deverão repassar informações sobre as movimentações, possibilitando à Receita Federal vasculhar todas as operações financeiras efetuadas no País. A transmissão das informações de movimentações ocorridas a partir de 1º de dezembro do ano passado já são obrigatórias para todas as instituições financeiras e seguradoras, e os dados deverão ser transmitidos até o último dia útil de maio.